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13 de Dezembro de 2017
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    TJSP e Instituto Sedes Sapientiae firmam parceria para atender crianças e adolescentes abrigados

    Tribunal de Justiça de São Paulo
    há 8 meses

    Um dos objetivos é melhorar o aproveitamento escolar.

    A Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo (CGJ), a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) e o Instituto Sedes Sapientiae firmaram, na manhã desta quinta-feira (20), acordo para desenvolver atividades de arteterapia e psicopedagogia para crianças e adolescentes abrigados na entidade de acolhimento institucional Nossa Senhora Auxiliadora, da Associação Civil Agnes Gaudium et Spes. O objetivo é melhorar o aproveitamento escolar e o relacionamento interpessoal dos acolhidos.

    O Instituto fornecerá equipe técnica especializada e preparada para o desenvolvimento de atividades de aprendizagem socioemocional e arteterapia, que têm caráter formativo, científico, cultural e psicopedagógico.

    O coordenador da Infância e Juventude do TJSP, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, afirmou que “muitas vezes o Estatuto da Criança e do Adolescente é mal interpretado por desconhecedores da matéria. O ECA, na verdade, é o estado de segurança da criança e do adolescente, pois atende a todos os requisitos desde que a criança é concebida, para que se torne um dia um cidadão autossuficiente e capaz de reger sua própria vida. E o Tribunal de Justiça está sempre disposto para que esta realidade se torne cada vez mais viável”.

    Gabriel Pires de Campos Sormani, juiz assessor da CGJ e integrante da CIJ, disse que “o projeto nasce da percepção de que crianças que crescem em abrigos têm muitas dificuldades de aprendizado e que a maioria apresenta aproveitamento muito abaixo do esperado. Queremos que essas crianças recebam, além de reforço estudantil, também suporte emocional, para que no futuro possam tomar as melhores decisões na vida”.

    “Sinto-me muito esperançosa que esta parceria floresça, pois um dos maiores dramas é o momento do desligamento da pessoa do abrigo, pois é quando se percebe que esse cidadão está totalmente despreparado para a vida fora da instituição”, relatou a juíza da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional da Lapa, Carla Montesso Eberlein.

    O desembargador Antonio Celso Aguilar Cortez também participou do encontro. Segundo ele, “é um alento ver esse trabalho de resgate de pessoas que são marginalizadas e perceber que há quem se preocupa em torná-las gente de bem”.

    A diretora do Instituto Sedes Sapientiae, Pompeia Maria Bernasconi, informou que a organização trabalha há muito tempo com crianças e adolescentes e “busca capacitá-las para os desafios da vida. Esta parceria, no intuito de ajudar essa parcela tão carente da nossa sociedade, nos honra muito”, enfatizou.

    Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, “hoje é um momento de alegria, um dia radiante, pois tratamos de assuntos de infância e juventude, no sentido de cuidar e olhar de maneira especial para as nossas crianças. A Corregedoria está sempre disposta e empenhada em promover o que estiver ao alcance para que a infância e a juventude estejam sempre amparadas”, encerrou.

    Também participaram da reunião a coordenadora do Núcleo de Assistência Social do Instituto Sedes Sapientiae, Maria Betânia Paes Norgren, e a coordenadora do Núcleo de Apoio Profissional de Serviço Social e Psicologia do TJSP, Ana Cristina Amaral Marcondes de Moura.

    Comunicação Social TJSP – HS (texto) / RL (fotos)

    imprensatj@tjsp.jus.br

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